
Todos nós contribuímos para o fenómeno do aquecimento global: com a energia que consumimos nas nossas casas; com as nossas opções de transporte em férias ou no dia-a-dia; com os resíduos que produzimos… Mas se todos somos responsáveis, não podemos ficar à espera que "os outros" encontrem solução para este problema...
quinta-feira, abril 16, 2009
domingo, abril 12, 2009
Fundo de carbono do Colégio Valsassina - primeira aplicação
Um dos instrumentos de apoio ao fundo de carbono foi a criação da «Taxa de Carbono» no Colégio Valsassina, a qual foi pela primeira vez aplicada às mensalidades em Dezembro de 2008.
• Financiar no todo ou em parte o Fundo de Carbono do Colégio Valsassina;
• Contribuir para o cumprimento da meta de redução da pegada carbónica do Colégio Valsassina em 10% até 2012 (tendo por referência o ano base de 2006/07);
• Envolver toda a comunidade escolar em torno de um esforço comum: combater um problema de todos e tornar o Colégio Valsassina uma Low Carbon School;
• Contribuir para sensibilizar e educar a comunidade escolar no sentido da redução das emissões de gases com efeito de estufa.
Outras medidas já estão em preparação. Brevemente daremos mais notícias.segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Seminário «Mercado de Carbono: regulado e voluntário»
Deste modo, é objectivo do presente Seminário, enquadrado na temática das Alterações Climáticas, apresentar o processo de Verificação CELE, através da abordagem das respectivas fases e metodologia e da experiência das verificações ocorridas nos últimos dois anos em Portugal.
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Documentário + a Sul
quinta-feira, novembro 06, 2008
Uma solução para o excesso de CO2?
sexta-feira, outubro 31, 2008
Somos todos culpados!
sexta-feira, outubro 10, 2008
Fundo de carbono no Colégio Valsassina 2008-2012
Num mundo em que as Alterações Climáticas constituem um dos maiores desafios para a sustentabilidade do planeta, é obrigação de toda a sociedade conhecer o seu impacte no clima bem como agir de forma a caminhar para um futuro menos intensivo em carbono.
Pelo caminho, ao envolver toda a comunidade escolar no combate às Alterações Climáticas, o Colégio Valsassina acredita que a sua política educativa sustentável pode contribuir para a excelência da educação ambiental da futura geração de engenheiros, arquitectos, cientistas, gestores, políticos e cidadãos para que eles próprios sejam líderes capazes de desenvolver soluções eficazes para enfrentar um Clima em Mudança.
Para tornar o Colégio Valsassina uma Low Carbon School é fundamental envolver toda a comunidade escolar e desenvolver processos de apoio à concretização de medidas de redução da pegada carbónica e de compensação de emissões. Para tal será criado um fundo de carbono no Colégio Valsassina através do qual se pretende financiar medidas de redução, de compensação e de comunicação.
Um dos instrumentos de apoio ao fundo de carbono é a criação da «Taxa de Carbono» no Colégio Valsassina.
Esta «Taxa de Carbono» visa:
- Financiar no todo ou em parte o Fundo de Carbono do Colégio Valsassina;
- Contribuir para o cumprimento da meta de redução da pegada carbónica do Colégio Valsassina em 10% até 2012 (tendo por referência o ano base de 2006/07);
- Envolver toda a comunidade escolar em torno de um esforço comum: combater um problema de todos e tornar o Colégio Valsassina uma Low Carbon School;
- Contribuir para sensibilizar e educar a comunidade escolar no sentido da redução das emissões de gases com efeito de estufa.
Estão previstos vários instrumentos passíveis de executar o fundo de carbono. Estes irão acompanhar a implementação da estratégia do Colégio Valsassina a caminho de uma Low Carbon School.
Estratégia e Política Low Carbon School para 2008-2012
Aqui deixamos apenas uma parte desse documento. Todos os interessados em consultar a versão completa devem solicitá-lo para o e-mail ecovalsassina@hotmail.com
Estratégia do Colégio Valsassina para as Alterações Climáticas
Demonstrando a sua responsabilidade climática, o Colégio Valsassina compromete-se a aproveitar o seu conhecimento e potencial educativo para actuar como catalisador da sustentabilidade da comunidade, contribuindo para uma geração futura mais adaptada a um clima em mudança. Através do seu Programa interno de Gestão Voluntária de Carbono, e integrando ética e ciência, o Colégio Valsassina está empenhado em educar e mobilizar toda a comunidade escolar com vista a tornar-se numa low carbon school.
“No institutions in modern society are better equipped to catalyse the necessary transition to a sustainable world than colleges and universities. They have access to the leaders of tomorrow and the leaders of today. What they do matters to the wider public” – David W. Orr, professor no College Oberlin e autor de “the last refuge” in Higher Education in a Warming World.
Visão
Num mundo em que as Alterações Climáticas constituem um dos maiores desafios para a sustentabilidade do planeta, é obrigação de toda a sociedade conhecer o seu impacte no clima bem como agir de forma a caminhar para um futuro menos intensivo em carbono. O Colégio Valsassina está, por isso, empenhado em tornar-se numa Low Carbon School. A construção desta identidade passa pela adopção de práticas climaticamente responsáveis que integram princípios éticos e a vanguarda do conhecimento científico em matéria de redução de emissões de gases com efeito de estufa.
Pelo caminho, ao envolver toda a comunidade escolar no combate às Alterações Climáticas, o Colégio Valsassina acredita que a sua política educativa sustentável pode contribuir para a excelência da educação ambiental da futura geração de engenheiros, arquitectos, cientistas, gestores, políticos e cidadãos para que eles próprios sejam líderes capazes de desenvolver soluções eficazes para enfrentar um Clima em Mudança.
Missão
“Students on today’s campuses are helping to lead the way now, and will soon be the leaders in business and governments who will be called on to address this ongoing worldwide threat.” – Al Gore, antigo vice-presidente dos EUA, em Abril de 2007 num programa do NWF Chill out: Campus solutions to Global Warming in Higher Education in a Warming World.
Para concretizar a sua visão, o Colégio Valsassina criou um programa interno de Gestão Voluntária do Carbono onde pretende envolver e orientar toda a comunidade escolar no caminho a percorrer para se tornar uma Low Carbon School.
O caminho a percorrer passa por contabilizar, reduzir, compensar (de acordo com a sua política de compensação) e comunicar a sua pegada de carbono seguindo orientações e metodologias reconhecidas e internacionalmente aceites.
Educar e mobilizar são as palavras-chave.
Contamos com toda a comunidade escolar para trilhar este caminho connosco...
quarta-feira, setembro 10, 2008
Compensação de emissões - A opção pelo Projecto Extensity
«O contributo das pastagens permanentes semeadas biodiversas ricas em leguminosas para o sequestro de carbono»
http://extensity.ist.utl.pt
O projecto promove a valorização deste esforço dos agricultores de duas formas: através de sistemas de certificação como Modo de Produção Biológico e Norma de Sustentabilidade Garantida, que asseguram a diferenciação dos seus produtos e a sua melhor remuneração pelos consumidores; e pela promoção da remuneração dos seus serviços ambientais e sociais pelo Estado e por entidades privadas. É neste sentido que as pastagens semeadas biodiversas e o sequestro de carbono em geral se enquadram.
quinta-feira, julho 03, 2008
Pegada Carbónica do Colégio Valsassina
A pegada carbónica, diz respeito ao total de emissões de GEE obtidas pelo inventário efectuado retirando o total de emissões que foram compensadas por este.
No ano a que se refere o inventário de emissões, o ano lectivo 2006/2007, o Colégio Valsassina foi pioneiro ao associar algumas das suas acções uma mensagem de responsabilidade climática recorrendo à compensação. As seguintes actividades foram compensadas:
- 100% das visitas de estudos e passeios organizados pelo Colégio Valsassina, em autocarro, para o exterior do concelho de Lisboa, realizadas em 2007, totalizando 19 t CO2e;
- 1 viagem de avião realizada a Londres, onde 2 alunos e um professor participaram na semana organizada pelo British Council dedicada a “greening cities”, totalizando 3 t CO2e.
Para anular o efeito de estufa destas 22 t CO2e, o Colégio Valsassina resolveu apoiar um projecto de produção de electricidade e calor a partir da biomassa em Karnataka, na Índia com o selo “gold standard” e ainda no cancelamento de licenças de emissão no âmbito do comércio europeu de licenças de emissão.
Sendo assim, considerando este total de toneladas de carbono compensadas, a pegada carbónica do Colégio Valsassina mantém-se em 94 toneladas de GEE directas e indirectas de comunicação obrigatória (âmbito 1 e 2) e de 425 toneladas de GEE indirectas de reporte voluntário.
segunda-feira, junho 30, 2008
Logotipo - Projecto GVC - Nova proposta
terça-feira, junho 10, 2008
WORKSHOP "A CAMINHO DE UMA LOW CARBON SCHOOL" - SÍNTESE DOS GRUPOS DE TRABALHO
Grupo de discussão: Redução
Moderador: Filipa Louro
Resultados da discussão em grupo:
- Ajustar torneiras com temporizador
- Racionalizar os consumos
- Reforço da sensibilização: acções mais efectivas (concurso eco-turmas, acções de limpeza)
- Utilização de mais papel reciclado
- Substituição voluntária dos babetes descartáveis acompanhada de sensibilização/explicação aos pais
- Certos equipamentos como ar condicionado devem ser utilizados apenas em certas ocasiões
- Isolamento das janelas de alguns edifícios
- Continuar o esforço na poupança de papel
o Envio de circulares por e-mail
o Evitar o envio de informações em papel em duplicado
o Entrega de trabalhos em formato digital
o Impressão frente e verso
o Caixote de papel de rascunho na biblioteca
o Reutilização dos manuais escolares
o Envio eletrónico de recibos
Grupo de discussão: Compensação
Moderador: António Grilo
Resultados da discussão em grupo:
- Medidas a nível nacional:
o Contribuem para ajudar o Governo
o Envolvem a comunidade; são mais sensibilizadoras
o Se possível a nível regional, o mais próximo possível do Colégio - Medidas a nível Internacional:
o Temos uma razão moral porque os países em desenvolvimento sustentam o nosso conforto - Certificação
o Sim, por entidades credíveis;
o Ter em atenção o balanço entre o impacto real dos projectos versus certificação
o Estamos dispostos a pagar mais por um projecto mais credível, tendo em conta o benefício.
- Duração
o O mais longo possível atendendo às necessidades e tendo em conta o ciclo de vida das matérias primas
Benefícios directos/indirectos: Devem escolher-se soluções de compromisso entre os benefícios: analisar os projectos caso a caso
O que compensar?
Se tivermos capacidade compensar todas as emissões
Caso contrário compensar as mais expressivas
Grupo de discussão: Financiamento
Moderador: Joana Magalhães da Silva
Resultados da discussão em grupo:
- Empregar 1 € do que se paga pelo Colégio na G.V.C.
- Contactar patrocinadores através da divulgação dos projectos (empresas dos pais) uma vez que se sabe que há empresas em que essas acções “contam” para a responsabilidade social
Paineis fotovoltaicos como fonte de financiamento uma vez que a energia se pode vender - Evitar-se as viagens de avião como forma de poupar dinheiro em compensação e em reduzir emissões
- Registar a patente do prjecto e vendê-la a outras escolas uma vez que somos pioneiros e temos experiência de estar dentro do Colégio e de trabalhar dentro do projecto
- Contactar a C.M.L. para (re)florestação do Colégio
- Vender plásticos velhos para reciclagem/tinteiros
- Voluntário:
- Cálculo das emissões totais da deslocação casa-escola e escola-casa durante um ano e saber a que quantia corresponde em termos de compensação (comprar créditos)
- Saber com quanto se deve contribuir mensalmente
- Aplicar o dinheiro no fundo de carbono do Colégio
- Divulgar/publicitar o que fazemos e através disso conseguir parcerias com empresas, o que acaba por ser a única fonte de financiamento
terça-feira, junho 03, 2008
Logotipo - Projecto Gestão Voluntária de Carbono
quarta-feira, maio 28, 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
Icebergs, Neve e Muitos Pinguins – As razões do Ano Polar Internacional
O problema das alterações climáticas é, como todos sabemos, de âmbito global sendo, porém, nas latitudes extremas , como no Árctico e na Antárctida, que mais se fazem sentir os seus efeitos sendo por isso as regiões polares de extrema importância na análise dos impactos deste problema.
A Antárctida foi-nos apresentada por este investigador como um continente com área semelhante à da Europa sendo que no Inverno pode duplicar a sua superfície devido ao congelamento da superfície do Oceano Antárctico. Segundo José Xavier, os pólos são regiões extremamente sensíveis do ponto de vista biológico e ecológico que desempenham diversas funções de regulação como por exemplo: regulação dos níveis de CO2 na atmosfera e regulação do nível médio das águas do mar.
Os impactos são de tal modo notórios e a sensibilidade de tal modo evidente que se pode falar em comunidades que funcionam como bio-indicadoras das alterações climáticas. Por estranho que pareça não estamos a falar de organismos com baixo nível na cadeia alimentar mas sim de predadores de topo, como é o caso dos albatrozes.
José Xavier apresentou dois gráficos referindo-se ao comportamento à procura de alimento e ao sucesso reprodutivo dos albatrozes, durante a sua época de reprodução. Em anos normais, os albatrozes reproduzem-se com elevadas taxas de sucesso e apresentam-se pouco dispersos, alimentam-se em regiões próximas da sua colónia (2-3 dias (Figura 1).

Quando as variações de temperatura são acentuadas estamos perante anos anormais (Figura 2). Nestes anos os albatrozes apresentam-se muito dispersos, alimentam-se em regiões longe da colónia (cerca de 15 dias) e o sucesso reprodutivo é baixa já que a taxa de mortalidade das crias é alta (Figura 3).

António Grilo, Filipa Louro, Marta Magalhães da Silva, Pedro Silva. Trabalho apresentado no âmbito dos Jovens Repórteres para o Ambiente
Ano Polar Internacional – API – Objectivos e papel de Portugal.
Há cinquenta anos que não se realizava um Ano Polar Internacional – API. O último tinha sido realizado em 1957/58, e julgou-se agora que era de extrema importância regressar a esta temática. Pela primeira vez na sua história Portugal ao API, que se iniciou em Março de 2007 e vai até Março 2009.
Com uma História intimamente ligada com a exploração polar com navegadores como João Corte-Real ou Fernão de Magalhães, Portugal pretende agora efectivar o seu contributo no âmbito da preservação, ciência, educação e investigação polares.
Um dos tópicos no topo da agenda política portuguesa para este ano, está a ratificação do Tratado da Antártida que reserva este continente à ciência e à paz. Como principais objectivos do nosso país neste API destacam-se:
· Fortalecimento e melhoria dos estudos portugueses no âmbito da ciência polar;
· Execução de trabalhos científicos de excelência;
· Investigação em novas metodologias e técnicas de investigação;
· Investimento na nova geração de cientistas polares;
· Criação de condições para um Plano Polar Português.
No âmbito da participação portuguesa estão envolvidos 15 cientistas de 9 Universidades e Laboratórios de investigação; 7 projectos chave (de entre 200 a nível mundial); 10 projectos paralelos e 400 professores de 200 escolas, reunindo milhares de estudantes.
FONTE: Xavier, J; Icebergs, Neve e Muitos Pinguins – As razões do Ano Polar Internacional – Comunicação apresentada no ciclo de conferências “Na fronteira da ciência” da Fundação Calouste Gulbenkian.
António Grilo, Filipa Louro, Marta Magalhães da Silva, Pedro Silva.
Trabalho apresentado no âmbito dos Jovens Repórteres para o Ambiente.
domingo, março 16, 2008
Alterações climáticas e saúde

Estes gases encontram-se naturalmente na atmosfera, onde retêm as radiações infravermelhas que a Terra reflecte, e reenviam-nas para a Terra, aumentando a sua temperatura média – ao que chamamos Efeito de Estufa. Mas quando as concentrações destes gases na atmosfera são elevadas, este efeito é ampliado. Deste modo, as zonas glaciares, que muito contribuem para a reflexão da radiação solar, derretem, tornando-se impossível evitar a subida da temperatura do planeta. Há, portanto, uma maior formação de vapor de água e nuvens que, se, por um lado, diminui a entrada de radiação solar na atmosfera, dificulta ainda mais a sua saída.
As alterações climáticas têm inúmeras consequências em todo o mundo. Entre elas, destacam-se o aumento da temperatura média da Terra (mais 0,6º C desde o início do século) e o aumento do nível médio das águas do mar devido à destruição dos gelos e consequentes alterações nas correntes oceânicas. Esta subida afecta as populações das zonas costeiras que vêem as cidades onde habitavam ficarem submersas, e forçará o deslocamento de populações inteiras, podendo provocar vagas de refugiados e catástrofes humanitárias.
O ciclo hidrológico, o regime de precipitação e a disponibilidade de água também serão bastante afectados, prevendo-se que a população que vive em zonas de difícil acesso aos recursos hídricos passe de 1/3 para 2/3 em 2025, o que poderá provocar um aumento do número de mortes por desidratação, bem como graves problemas na produção agrícola, e assim provocar problemas de subnutrição em diversos países.
Prevêem-se ainda alterações da frequência e intensidade de frio e calor e uma maior frequência de fenómenos climatéricos extremos, como furacões, chuvas intensas, ondas de calor e cheias, os quais provocarão um aumento da mortalidade no período em que ocorrerem, conforme se evidencia pela forte correlação visível nas Fig. 2 e Fig. 3.

Além disso, um aumento da temperatura aliado a cheias mais frequentes em zonas temperadas cria as condições ideais para o desenvolvimento de mosquitos, e de outros vectores de propagação de doenças, como a febre-amarela, o dengue ou a malária.
No caso da malária, a doença é causada por mosquitos que transportam o parasita Plasmodium vivax, que necessita de três semanas a temperaturas entre 14,5ºC e 35ºC para incubar, sobrevivendo mais de 15% dos mosquitos, por exemplo, a 22ºC. Por contraste, são necessários 56 dias para incubar a apenas 18ºC, e a 40ºC ocorre a mortalidade térmica deste parasita (Martens, 1998). Um aumento de temperatura ao longo do ano favorece portanto o seu desenvolvimento em climas temperados, como se pode ver na Fig. 5.

Segundo a Agência Lusa, “os países do Sul da Europa poderão ser atingidos por doenças já erradicadas no continente no prazo de 50 a 100 anos, devido ao previsível aumento da temperatura e a outras alterações climáticas, defendem alguns especialistas. Países europeus como Portugal, Espanha, Itália e Grécia poderão voltar a conviver com a malária, erradicada de Portugal em 1950, e o dengue, ambas doenças tropicais transmitidas pelos mosquitos”.
No entanto, não se verificam actualmente casos de malária em Portugal, pelo que se conclui que a população endémica de mosquitos não se encontra contaminada com o parasita Plasmodium Vivax. A ocorrência de malária é ainda pouco provável, pois nos meses de calor (entre Julho e Setembro), temos períodos de incubação mínimos de 20 dias, que correspondem a taxas de sobrevivência do mosquito entre os 24% e os 31%. Num futuro próximo, as previsões apontam para períodos de incubação do parasita inferior a 10 dias e uma taxa de sobrevivência do mosquito entre os 31 e 35%, factores que combinados aumentarão significativamente a probabilidade de ocorrência de malária em Portugal.
A transmissão desta doença (fig. 6) ocorre quando um mosquito fêmea pousa sobre uma superfície da pele descoberta e nela mergulha as suas componentes bucais em forma de agulha. Atravessando a epiderme e a derme, perfura a rede de microcapilares sanguíneos, sugando o sangue e impedindo-o de coagular através da saliva. Das glândulas salivares do mosquito são libertados os parasitas Plasmodium Vivax para a corrente sanguínea, que os transporta até ao fígado, onde são introduzidos em células hepáticas, começando assim a multiplicar-se.
A malária é uma doença ainda mais nefasta pois sistema imunitário humano apenas é accionado uma a duas semanas após a picada de mosquito, só então surgindo os sintomas indicativos da doença: cefaleias, dores musculares, febres altas e suores abundantes.Em cada 30 segundos morre uma criança de malária, e muitas das sobreviventes sofrem de lesões cerebrais.
Bibliografia:
Filkel, M., "Bedlam in the blood malaria", National Geographic Magazine, July 2007
Gomes, J., "Sustentabilidade na terra", Constância Editores, 2002
Petit, J.R. e tal; “Climate and atmosferical history of the past 420 000 years from the Vostok ice core in Artárctica” Nature 399, 1999
Calheiros, José Manuel; “Alterações Climáticas e repercussões na Saúde” (apresentado no Ciclo de Conferências Ciência e Saúde da Fundação Calouste Gulbenkian).
Harvard Medical School: “Climate Change Futures: Health, Ecological and Economic Dimensions.”
Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa: www.imm.ul.pt
Trabalho apresentado no âmbito dos Jovens Repórteres para o Ambiente por:
terça-feira, março 11, 2008
Logotipo para o Projecto "Gestão Voluntária de Carbono"

Versão 2
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segunda-feira, março 10, 2008
Relatório da Pegada Carbónica do Colégio Valsassina
É no seguimento de uma consciência adquirida e de um crescente empenhamento em trabalhar para que o seu impacto na crise climática global seja cada vez menor que o Colégio decidiu partir para a acção. É neste âmbito que surge o Relatório da Pegada Carbónica do Colégio Valsassina.
Actualmente o nosso país emite cerca de 2 toneladas de dióxido de carbono por segundo, ou seja, emitimos 1000 toneladas de dióxido de carbono a cada 8,4 minutos. Queremos ser parte da solução e não parte do problema. Por isso, em parceria com a Eco-Progresso decidimos fazer uma avaliação das emissões do Colégio criando em seguida mecanismos de compensação das emissões.
Os dados preliminares do relatório mostram que as nossas emissões no período compreendido entre Setembro de 2006 e Agosto de 2007 se distribuem por:
- Âmbito 1: Sem dados disponíveis
- Âmbito 2: 80 toneladas de dióxido de carbono emitidas
- Âmbito 3: 139 toneladas de dióxido de carbono emitidas.
Ainda até ao final do período será divulgado o Relatório da Pegada carbónica do Colégio Valsassina.




